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Autor: Rodrigo Arcanjo
Local: São Paulo (capital)
Upload: 17/02/2013
Câmera: Sony DSC-HX9V

Reflexão:

[...] há milhares de anos, algumas pessoas já conviviam com o impasse causado pela falta de um conhecimento mais apurado acerca do homem e da realidade. Para Sócrates (469-399 a.C.), filósofo nascido em Atenas, o autoconhecimento representava um dos pontos fundamentais de sua filosofia. Inscrita no templo de Apolo, a frase “Conhece-te a ti mesmo” era uma recomendação básica de Sócrates a seus discípulos.

Por intermédio de diálogos críticos, procurava eliminar de seus discípulos o orgulho, a arrogância e a presunção do saber. Acreditava que ao possuir certezas e clarividências o sujeito poderia contaminar suas reflexões com conceitos vagos e imprecisos. Diziam então: “Sei que nada sei”. Para isso, Sócrates, em um primeiro momento, fazia o interlocutor adquirir consciência de sua própria ignorância. Interrogava seus discípulos sobre aquilo que julgavam saber e os fazia confessar suas próprias contradições e ignorância (ironia socrática).

Na segunda fase do diálogo, iniciava-se a concepção de ideias próprias (maiêutica). Ajudados por Sócrates, seus discípulos trilhavam o caminho da reconstrução de suas próprias ideias e, assim, traziam à luz um conhecimento proveniente de reflexões mais profundas acerca dos fatos.

Já Platão (427-347 a.C.), nascido também em Atenas e discípulo de Sócrates, explicou o processo de desenvolvimento do conhecimento humano por meio de uma alegoria: o mito da caverna.

Segundo Platão, dentro da caverna, muitos seres humanos se encontram como prisioneiros. Representam, de fato, uma maioria. Permanecem de costas para uma abertura luminosa e de frente para uma parede escura, no fundo da caverna. Devido à luz que entra naquele local, contemplam, apenas, na parede do fundo, projeções dos seres que compõem a realidade – até então desconhecida para eles.

Acostumados a ver somente sombras, assumem a ilusão como se fosse a verdadeira realidade. No entanto, há aqueles que escapam da caverna e descobrem uma nova realidade. Mas, acostumado com as sombras, o indivíduo tem que habituar seus olhos à visão do real. Primeiro olha as estrelas da noite. Depois as imagens que se refletem nas águas tranquilas, até que possa encarar diretamente o sol e enxergar a fonte de toda a luminosidade.

Platão também faz referência ao mundo das ideias. Para ele, este é formado pela justiça, bondade, coragem e sabedoria – valores essenciais para o indivíduo transpassar o mundo das sombras, das aparências, ou seja, das simples impressões sensoriais. Após o amadurecimento de algumas virtudes humanas, as ideias ou essências irão compor a esfera racional da sabedoria. Para isso, o método proposto por Platão para se alcançar o conhecimento é a dialética. Segundo tal concepção, após a elaboração de uma tese, esta deverá ser discutida e negada, no sentido de verificar pontos de discordâncias e imprecisões. Logo, filtram-se erros e equívocos cometidos. Por fim, o conhecimento começa a florescer.

Trechos extraídos do livro:

SANTOS, R.A. A essência da (in)felicidade: uma análise psicossociológica dos fatores que permeiam a construção e entendimento de um provável conceito de felicidade. São Paulo: Edição do autor, 2010. 162 p.

Rodrigo Arcanjo dos Santos - Psicólogo Clínico (CRP 06/97030), Professor, Escritor e Expositor.

 
     
 
 
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