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  Escola  
     
 
 
     
 

Autor: Rodrigo Arcanjo
Local: Largo Nossa Senhora do Bom Parto
Upload: 27/05/2013
Câmera: Motorola Razr i

Reflexão:

[...] Depende-se totalmente do Estado, pois, talvez, tenhamos fracassado enquanto sociedade. Falhas educacionais, assim como o fracasso familiar, religioso, profissional, da mídia e da opinião pública*, obrigam o Estado a assumir o controle. No entanto, suas medidas tornam-se ineficazes, pois este não tem o papel de formar as bases da sociedade.

Não se pode desconsiderar que o ambiente em que o indivíduo está inserido exerce fundamental influência no processo de construção de sua mentalidade. Na família, por exemplo, encontram-se os valores, limites e afetos necessários para formar a estrutura essencial do sujeito, que internaliza conteúdos provenientes das relações que estabelece com as pessoas de seu convívio. Ocorre que ou a família afrouxa ou terceiriza suas funções. A escola, por sua vez, não pode reforçar um modelo familiar que nunca existiu.

Tal situação de abandono e total descaso obriga a criança, muitas vezes, a buscar referências em outros ídolos (um perigo iminente) e canalizar suas energias para fins destrutivos. Medidas e objetivos (formais) acabam se excluindo. Em casa, a famosa surra surge como uma forma de demonstrar afeto. Na escola, utiliza-se a reprovação para motivar o aluno a estudar.

De qualquer forma, sabe-se que, há muito tempo, as instituições de ensino, por exemplo, estão conseguindo “formar” uma geração que nem sequer consegue pensar.

 

Ocorre que certos alunos – e muitos pais – querem um diploma.
Muitas instituições, por interesses próprios, querem “vendê-lo”.
Eis o que alguns chamam de compromisso social.
Por fim, os professores só conseguem atrapalhar este processo.

 

Na mídia, também se encontram ideias lindas, sedutoras e modernas, mas que, na prática, não têm reflexos coerentes e consistentes. Criam-se pessoas que servem, apenas, como objetos de assistência, mas que não atuam como sujeitos no meio social. Constata-se, quem sabe, que o padrão que define e “auxilia” é o mesmo que torna indivíduos prisioneiros.

Trechos extraídos do livro:

SANTOS, R.A. A essência da (in)felicidade: uma análise psicossociológica dos fatores que permeiam a construção e entendimento de um provável conceito de felicidade. São Paulo: Edição do autor, 2010. 162 p.

Rodrigo Arcanjo dos Santos - Psicólogo Clínico (CRP 06/97030), Professor, Escritor e Expositor.

* Ideias e juízos que são partilhados pela maioria dos membros de uma sociedade, compreendendo, por exemplo, o campo político, social, moral, cultural, econômico, esportivo, entre outros.

 
     
 
 
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