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  Homens do campo  
     
 
 
     
 

Autor: Rodrigo Arcanjo
Local: Minas Gerais
Upload: 02/11/11
Câmera: Canon Powershot A530

Reflexão:

O olhar, percursos e práticas relacionadas à formação e atuação de Psicólogos inseridos no mundo do trabalho possui, ainda, um caráter urbanocêntrico e influenciado por um contexto de hipercompetitividade global. Isso diverge, nestes aspectos, dos princípios fundamentais do Código de Ética Profissional do Psicólogo, que defende, acima de tudo:

- o respeito e a promoção da liberdade, dignidade, igualdade e integridade do ser humano;
- a promoção da saúde e qualidade de vida das pessoas e das coletividades;
- a eliminação de quaisquer formas de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão;
- a responsabilidade social e a análise crítica e histórica da realidade política, econômica, social e cultural.

Há, de fato, a necessidade de se considerar as características, necessidades, valores e traços culturais próprios de uma população que permanece, inúmeras vezes, à deriva ou subjugada por questões sociais, econômicas e políticas. Em decorrência disso, verifica-se, até o presente, a existência de inúmeros trabalhadores que não usufruem de seus direitos trabalhistas e que convivem em um ambiente de total desrespeito à sua cidadania, liberdade, dignidade, igualdade e integridade. Muitos adoecem, acidentam-se e morrem ao exercerem seu trabalho ao lado de uma violência que se torna doce frente aos encantos do capital. Trata-se de um trabalho, sem dúvida, escravo e que violenta a dignidade humana.

Atraídos pela possibilidade de encontrar melhores condições de trabalho e sobrevivência (que alguns chamam de vida), muitos trabalhadores rurais vão para as grandes cidades. Porém, suas potencialidades e esperança se entorpecem diante das marcas da submissão e exploração que trazem consigo desde a mais tenra infância. Vemos experiências de trabalho e vida que são alimentadas pelo imediatismo, que faz parte da árdua luta pela sobrevivência.

Infelizmente, a vigilância e tentativas de resolução de tais problemas são, em geral, frágeis, insuficientes e patéticas. O que se percebe é a fragmentação e desarticulação das ações de um Estado que, no máximo, recorre às medidas paternalistas, que apenas aleijam a gestão do trabalho e, como consequência, os trabalhadores em si.

Diante disso, é necessário que o olhar clínico de nós, Psicólogos, também não se descuide da luta por transformações sociais que possam englobar o desenvolvimento daqueles que, em sociedade, encontram-se em segundo plano, por meio do incentivo ao apoio técnico, saúde, educação e cultura. Para isso, é imprescindível refletir acerca do nosso olhar, não raras vezes, urbanocêntrico e orientar nossos métodos, técnicas, teorias e prática profissional às raízes históricas, culturais, potencialidades e desafios presentes na realidade de todos os trabalhadores, sem exceção.

Rodrigo Arcanjo dos Santos - Psicólogo Clínico (CRP 06/97030), Professor, Escritor e Expositor.

 
     
 
 
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