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Acompanhamento Psicológico em Serviços de Reprodução Humana e em casos de Adoção

 


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Aspectos psicossociais da infertilidade

Ao buscar um tratamento para os casos de infertilidade ou ao entrar na fila de adoção, independente das causas da infertilidade, os casais podem enfrentar sentimentos como impotência, tristeza, raiva, ansiedade, vergonha, incerteza, culpa e medo - o que pode levar à necessidade de um acompanhamento que proporcione um suporte emocional adequado rumo à trajetória de ter um filho.

O diagnóstico de esterilidade rompe o ideal de ser mãe ou pai, fazendo, com frequência, com que a pessoa se sinta "danificada", incapaz, inferiorizada e/ou "defeituosa". Quebra-se um projeto parental ou o próprio sentido da vida. Isso pode comprometer a relação do casal ou, até mesmo, trazer uma crise conjugal, diante de um clima de angústia, cobrança, vergonha, expectativa, incerteza e medo. Eleva-se, então, a probabilidade de surgir uma fonte de forte sofrimento psíquico.

Ao buscar, por exemplo, um tratamento de reprodução assistida, o casal enfrenta diversas transformações em sua rotina e na própria intimidade. Inicia-se um percurso, em geral, longo, doloroso e custoso, que não está isento de possíveis frustrações e insucessos. Cria-se uma neurose de expectativa - período em que o sonho de ter um filho pode perder espaço para o pavor da infertilidade ou pelo temor de tentativas infrutíferas para adotar uma criança. Um ciclo interminável de expectativa, decepção, perdas e lutos assombra, não raras vezes, o casal.

Feridas narcísicas surgem diante de tentativas frustradas de vencer a infertilidade conjugal. Desmoronam-se os ideais de completude, suficiência, perfeição, juventude, saúde, vigor, potência, transcendência (algo sublime, "divino" e admirável), virilidade, fertilidade, maternidade e paternidade. E o meio familiar e social também cobram o cumprimento da obrigação ou dever procriativo (expectativas sociais).

Além disso, a relação entre médico e paciente pode se tornar extremamente conturbada diante de expectativas que não condizem com a realidade. O paciente se vê no papel de cliente e consumidor de um serviço e de um produto final: "Sua Majestade o bebê", utilizando palavras de Freud.

 


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Em termos psicanalíticos, o bebê é narcisizado pelos futuros pais - um fato que o torna um ego ideal. Este passa a ser o ideal dos pais, que experienciam um sentimento de completude por meio do bebê. Os pais tentam recuperar o narcisismo vivenciado na infância (e então perdido) diante da idealização do filho. O bebê visto como uma majestade, grandeza suprema, perfeição, magnificência e sublimidade revela o abandono do narcisismo primário pelos pais, que, hoje, por intermédio dos filhos, tentam reviver seu ego ideal, digamos, esquecido.

Atendimento Psicológico

Por meio deste trabalho, avalia-se o estado emocional do casal, assim como possíveis conflitos ou distúrbios emocionais latentes que podem fragilizar os membros familiares no decurso de todo tratamento. Isso ajuda a:

  • fortalecer a adesão e resposta ao tratamento;
  • proporcionar ao casal um espaço de escuta, apoio, acolhimento, confiança, aceitação, empatia e não julgamento;
  • resgatar ou fortalecer a autoestima do casal - o que estimula o potencial de crescimento de cada indivíduo;
  • ressignificar o sentido da vida e encontrar soluções mais produtivas, felizes e possíveis para os dilemas enfrentados pelo casal;
  • permitir a livre expressão de conflitos, sentimentos, expectativas, desejos e necessidades;
  • superar momentos de crise e sofrimento;
  • identificar e elaborar medos e ansiedades diante dos procedimentos;
  • reforçar o vínculo do casal;
  • potencializar a saúde mental e a qualidade de vida dos participantes;
  • esclarecer dúvidas, proporcionar discussões e informações realistas;
  • preparar o casal tanto para o sucesso quanto para um possível fracasso no tratamento ou processo de adoção.

Ressalta-se, ainda, a importância de acompanhamento em fases posteriores, de forma preventiva, com o objetivo de trabalhar a adaptação do casal à nova identidade familiar, seja com o filho gerado ou adotivo.

 


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Duração de cada atendimento: 50 min

 

Maiores informações:

(11) 98065-4995 (Oi)
(11) 98155-7558 (Tim)
e-mail: arcanjo.psi@hotmail.com

 
 
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